quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Sou estranho para minha própria família...

Em primeiro lugar, você não tem que convencer sua família de nada, você tem que virar as costas à essas pessoas, não no sentido de deixar de amá-las, mas de amá-las sem a esperança de retribuição, sem "feedback", como você amaria uma pessoa qualquer que você não conhece. Você pode ajuda-los mas não pode esperar nada deles. Isso é básico. Você tem que "largar a família" e se integrar no meio de pessoas semelhantes a você. "Largar a família" não quer dizer você parar de conviver com eles, nem quere-los mal. Quer dizer o contrário, ajuda-los mas não esperar o diálogo, nunca.

Você está lidando com a massa dos ignorantes. E os ignorantes são perigosos, são hostis, são invejosos, são fofoqueiros não servem para nada. Você tem que orar por eles, tentar ajuda-los, materialmente se possível, no que eles precisarem mas não ter dependência emocional deles. Quanto à sua esposa, você vai em frente ela que vem atrás. Não fique esperando convence-la. Você tem que ir em frente. Ou ela vem atrás de você ou não vem.

O brasileiro alem de ser um povo que tem um desprezo tradicional pela consciência, pelo conhecimento etc, é um povo fraco e portanto tem uma carência afetiva monstruosa. Fica sempre buscando ser aprovado, ser o bom menino, receber afagos...você vai ter que renunciar a isso. Você tem que escolher as pessoas cujo julgamento lhe interessa e os outros não interessa. Sem isso é impossível.

O que Dizia Hugo de São Vitor: "Eu não posso ensinar filosofia ao aluno que tem saudade da cabana onde nasceu." Não dá pra ensinar. Você tem que dizer adeus. Você passou para um plano superior, desde o qual você pode ajudar essas pessoas, mas não pode receber nada delas. É só você renunciar a receber, renunciar a compreensão, renunciar a amizade, renunciar ao apoio e tá tudo resolvido. Você tem que procurar esse apoio em pessoas que estão te compreendendo. Os outros não interessa. Isso vai diminuir o seu círculo? Claro que vai, mas vai melhorar qualitativamente.

Aula 323 - 0h53m48s

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